Infecção no ouvido: sintomas, causas e quando procurar ajuda

No Brasil, infecções no ouvido podem ser comuns, especialmente em períodos de calor ou nas crianças que frequentam praias e piscinas. Entenda como identificar sintomas, as principais causas, tratamentos mais indicados em 2026 e quando buscar atendimento médico para evitar complicações.

Infecção no ouvido: sintomas, causas e quando procurar ajuda

As infecções no ouvido representam um dos problemas de saúde mais frequentes, especialmente em crianças pequenas. No Brasil, fatores climáticos, hábitos de higiene e exposição a ambientes aquáticos contribuem para a prevalência dessa condição. Identificar os sintomas precocemente e entender as diferenças entre os tipos de infecção ajuda a tomar decisões mais informadas sobre cuidados e tratamento.

Sintomas frequentes em adultos e crianças

Os sintomas de infecção no ouvido variam conforme a faixa etária e o tipo de infecção. Em crianças, os sinais mais comuns incluem irritabilidade, choro excessivo, dificuldade para dormir, febre e perda de apetite. Muitas vezes, as crianças pequenas levam as mãos aos ouvidos repetidamente, indicando desconforto. Em bebês, a dificuldade de sucção durante a amamentação pode ser um indicativo.

Em adultos, a dor no ouvido é o sintoma mais evidente, podendo ser aguda ou latejante. Outros sinais incluem sensação de ouvido tampado, diminuição da audição, secreção amarelada ou com odor, tontura e zumbido. Febre também pode estar presente, embora seja menos comum em adultos do que em crianças. A intensidade dos sintomas geralmente indica a gravidade da infecção e a necessidade de intervenção médica.

Principais causas de infecção no ouvido no Brasil

As infecções de ouvido podem ser causadas por bactérias ou vírus. No Brasil, o clima quente e úmido favorece o crescimento de microrganismos, especialmente em regiões costeiras onde o contato com água é frequente. Infecções respiratórias superiores, como resfriados e gripes, são desencadeadores comuns, pois a inflamação das vias aéreas pode bloquear a trompa de Eustáquio, facilitando o acúmulo de fluidos no ouvido médio.

Alergias respiratórias, exposição à fumaça de cigarro, uso prolongado de chupetas em crianças e frequência em creches ou ambientes com aglomeração também aumentam o risco. A prática de nadar em piscinas ou praias sem proteção adequada pode levar à otite externa, conhecida popularmente como ouvido de nadador. Fatores genéticos e anatomia do ouvido, especialmente em crianças com tubas de Eustáquio mais curtas e horizontais, também influenciam a susceptibilidade.

Diferenças entre otite externa e média

A otite externa afeta o canal auditivo externo, a parte que vai da abertura do ouvido até o tímpano. Geralmente causada por água retida no canal após natação ou banho, essa condição cria um ambiente propício para bactérias e fungos. Os sintomas incluem dor ao tocar ou puxar a orelha, vermelhidão, inchaço e secreção. A otite externa é mais comum em adultos e adolescentes.

Já a otite média ocorre no ouvido médio, atrás do tímpano, e está frequentemente relacionada a infecções respiratórias. O acúmulo de fluido nessa região causa pressão e dor intensa. A otite média é mais prevalente em crianças devido à anatomia das tubas de Eustáquio. Em casos graves, pode haver perfuração do tímpano e saída de secreção. Ambas as condições requerem abordagens de tratamento distintas, tornando o diagnóstico correto fundamental.

Tratamentos recomendados e dicas de prevenção

O tratamento de infecções no ouvido depende do tipo e da gravidade. Para otite externa, geralmente são prescritas gotas auriculares contendo antibióticos ou antifúngicos. Manter o ouvido seco e evitar coçar são medidas importantes durante o tratamento. Em casos de otite média bacteriana, antibióticos orais podem ser necessários, especialmente em crianças menores de dois anos ou quando há sintomas graves.

Analgésicos e anti-inflamatórios ajudam a controlar a dor e a febre. Compressas mornas aplicadas externamente podem proporcionar alívio. A prevenção inclui evitar introduzir objetos no ouvido, secar bem os ouvidos após nadar ou tomar banho, manter a vacinação em dia, especialmente contra pneumococo e influenza, e evitar exposição à fumaça de cigarro. Amamentar bebês e reduzir o uso de chupetas após os seis meses também são medidas preventivas eficazes.

Quando é fundamental procurar um otorrino

Consultar um otorrinolaringologista é essencial quando os sintomas persistem por mais de dois dias, quando há febre alta, secreção com sangue ou pus, perda auditiva significativa ou dor intensa que não melhora com analgésicos comuns. Crianças com infecções recorrentes, definidas como três ou mais episódios em seis meses, devem ser avaliadas por um especialista.

Outros sinais de alerta incluem inchaço ao redor da orelha, tontura persistente, rigidez no pescoço e alterações no comportamento em crianças pequenas. O otorrino possui equipamentos específicos para examinar o ouvido interno e pode identificar complicações como mastoidite ou colesteatoma. Em casos crônicos, procedimentos como a colocação de tubos de ventilação podem ser recomendados para prevenir novos episódios e preservar a audição.


As infecções no ouvido, embora comuns, não devem ser negligenciadas. O reconhecimento precoce dos sintomas, a compreensão das causas e a busca por orientação médica adequada são fundamentais para evitar complicações e garantir uma recuperação completa. Medidas preventivas simples podem reduzir significativamente o risco de novos episódios, contribuindo para a saúde auditiva a longo prazo.


Este artigo é apenas para fins informativos e não deve ser considerado aconselhamento médico. Consulte um profissional de saúde qualificado para orientação e tratamento personalizados.