Como funciona o exame de audiometria e para que ele serve?
Em 2026, com o aumento da exposição ao barulho nas grandes cidades brasileiras e a valorização da saúde preventiva, entender o exame de audiometria se tornou essencial. Descubra como ele identifica problemas auditivos precocemente e auxilia na qualidade de vida da população do Brasil.
A avaliação da audição é fundamental para reconhecer alterações que muitas vezes passam despercebidas no dia a dia, como dificuldade para entender conversas ou aumentar demais o volume da televisão. O exame de audiometria permite medir com precisão a capacidade de ouvir sons em diferentes intensidades e frequências, ajudando o profissional a identificar se existe perda auditiva e qual o grau dessa alteração.
Este artigo é apenas para fins informativos e não deve ser considerado aconselhamento médico. Consulte um profissional de saúde qualificado para orientações e tratamento personalizados.
O que é a audiometria e para quem é indicada
A audiometria é um exame que avalia a função auditiva, medindo o quanto a pessoa consegue ouvir sons fracos ou fortes e graves ou agudos. Ela é indicada para crianças, adultos e idosos, tanto em situações de rotina quanto quando já existem queixas, como zumbido, dificuldade para escutar ou dor de ouvido. Também é usada em exames ocupacionais, para trabalhadores expostos a ruídos intensos, e no acompanhamento de quem já utiliza aparelho auditivo ou passou por cirurgia no ouvido.
Além disso, o exame é importante em casos de infecções de repetição na infância, atraso na fala, histórico familiar de surdez, uso prolongado de certos medicamentos que podem afetar a audição e em pessoas que tiveram exposição a sons muito altos, como shows, fogos de artifício ou ambientes industriais.
Passo a passo do exame de audiometria no Brasil
No Brasil, o exame costuma ser realizado por fonoaudiólogos ou médicos otorrinolaringologistas em cabines acústicas, que são salas preparadas para isolar o ruído externo. Primeiro, o profissional faz algumas perguntas sobre a saúde geral, histórico de infecções de ouvido, exposição a ruídos e possíveis sintomas, como zumbido ou sensação de ouvido tampado. Em muitos casos, o médico também examina o canal auditivo com um otoscópio antes da avaliação propriamente dita.
Em seguida, a pessoa coloca fones de ouvido e recebe instruções claras: levantar a mão, apertar um botão ou responder sempre que ouvir um som, mesmo que muito fraco. O aparelho de audiometria emite sons em diferentes frequências e intensidades, em cada ouvido separadamente. Em alguns protocolos, também são apresentados sons pela via óssea, com um vibrador colocado atrás da orelha, para avaliar melhor onde está a alteração. Ao final, o profissional registra tudo em um gráfico chamado audiograma, que será interpretado junto com o paciente.
Principais causas de perda auditiva em brasileiros
Existem várias causas de perda auditiva na população brasileira. Entre as mais comuns estão as infecções de ouvido na infância, especialmente quando são recorrentes e não recebem tratamento adequado. Outra causa importante é a exposição prolongada a ruídos intensos, como em fábricas, construção civil, trânsito pesado, casas noturnas e uso de fones de ouvido em volume alto por muito tempo.
O envelhecimento natural também é um fator frequente: a chamada presbiacusia costuma aparecer de forma gradual em idosos, primeiro com dificuldade para entender a fala em ambientes ruidosos. Além disso, doenças como diabetes e hipertensão, uso de medicamentos ototóxicos, traumas na cabeça, malformações congênitas e histórico familiar de surdez podem contribuir para alterações auditivas. Em bebês, complicações na gestação, prematuridade e algumas infecções podem estar relacionadas à perda auditiva desde cedo.
Importância do diagnóstico precoce para a saúde auditiva
Identificar alterações na audição o quanto antes é essencial para preservar a comunicação e a qualidade de vida. Quando o diagnóstico é precoce, é possível iniciar intervenções mais eficazes, como adaptação de aparelhos auditivos, reabilitação fonoaudiológica, mudanças de hábito ou tratamento de doenças associadas. Em crianças, isso faz grande diferença no desenvolvimento da fala, da linguagem e da aprendizagem escolar.
No caso de adultos e idosos, o exame em tempo adequado ajuda a evitar o isolamento social, a dificuldade para participar de conversas em família ou no trabalho e o cansaço mental causado pelo esforço constante para entender o que está sendo dito. A audiometria também permite acompanhar a evolução de casos já diagnosticados, ajustar tratamentos e verificar se há necessidade de proteção auditiva mais rigorosa em ambientes com ruído.
Dicas para preservar a audição no dia a dia
Cuidar da audição envolve hábitos simples que podem ser incorporados à rotina. Um dos pontos principais é controlar o volume de fones de ouvido, evitando deixar o som alto por períodos prolongados. Em ambientes barulhentos, como fábricas, oficinas ou shows, o uso de protetores auriculares é recomendado para diminuir o impacto do ruído. Fazer pausas regulares em locais silenciosos também ajuda a reduzir a sobrecarga sobre o ouvido.
Outras medidas importantes incluem evitar introduzir objetos no canal auditivo, como cotonetes, grampos ou tampas de caneta, que podem causar lesões ou empurrar a cera para dentro. Manter o controle de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, não fumar e ter uma alimentação equilibrada contribui para a saúde dos vasos sanguíneos que irrigam o ouvido interno. Realizar exames periódicos de audiometria, conforme orientação de profissionais de saúde, ajuda a acompanhar possíveis mudanças ao longo do tempo e a proteger melhor a capacidade de ouvir.
Em resumo, entender como a audiometria é realizada, para quem ela é indicada e quais são os fatores que mais prejudicam a audição permite cuidar de forma mais consciente da saúde dos ouvidos. A atenção a sinais discretos, aliada à avaliação especializada e a hábitos de proteção, favorece o diagnóstico precoce e a manutenção da comunicação em todas as fases da vida.